18 de Maio: Dia Nacional da Luta Antimanicomial

Quarta, 21 Maio 2014 00:00

Na década de 1970, já iniciava o movimento que exigia mais qualidade para a saúde mental. Mas, foi em maio de 1987 que aconteceu a primeira manifestação pública, reivindicando a extinção dos hospitais psiquiátricos, conhecidos como manicômios, realizada pelos participantes do Congresso Nacional dos Trabalhadores em Saúde Mental de Bauru - São Paulo.  Assim, foi estabelecido o dia 18 de maio como o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, para advertir a população que o paciente necessita é de um tratamento público humanizado e não de encarceramento.

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Damião Nunes da Costa, coordenador da APASAMA-AD – Associação de Pacientes e Amigos da Saúde Mental do Acre, Álcool e outras Drogas, entidade filiada a Cades – Central de Articulação das Entidades de Saúde, conta que já assistiu simulações de como era o tratamento de saúde mental, nas décadas de setenta e oitenta, nos “manicômios” brasileiros, “Me senti até mal.”, desabafou Damião, sobre o que assistiu. Para tratar ou controlar o paciente, a psiquiatria da época utilizava instrumentos como camisas-de-força, quartos-fortes ou "prisões-acolchoadas", choques elétricos, operações no cérebro, entre outras torturas.
“São nossos irmãos, pessoas iguais a nós, que passavam por algum problema. O que dá a entender é que a medicina não sabia como tratar. Até hoje ela está em aperfeiçoamento, com o uso de medicação controlada, ela controla, mas não cura o paciente de saúde mental”, afirmou Damião, que acompanhou a fundação da entidade, em outubro de 2000. A APASAMA-AD auxilia os pacientes de saúde mental, e busca a implantação de terapias ocupacionais, no lugar do internamento compulsório.
O Acre está avançando na luta antimanicomial, o estado aderiu à implantação de Caps - Centro de Atenção Psicossocial, desde 2002, que integram projetos de saúde mental, pelo Ministério da Saúde, com o objetivo da substituição gradativa dos hospitais psiquiátricos, para que os usuários possuam autonomia, identidade, sem exclusão social, mas com liberdade de expressão.

 

Assessoria de Imprensa da CADES