Sobre a CADES

O primeiro passo da Coordenação Geral da CADES foi conhecer cada uma de suas entidades filiadas, que funcionavam de forma desarticulada, com a maioria não dispondo sequer de locais para de reunir. Os escritórios dessas entidades não passavam de pastas de documentos que transitavam de um lado para o outro debaixo dos braços de seus dirigentes.

“As entidades só eram convidadas para participar de solenidades ou aprovarem o que já tinha sido decidido pela gestão. O mais grave era que uma entidade não conhecia o trabalho da outra, apesar de lutarem pelos mesmos objetivos da melhoria do atendimento e da garantia do serviço de saúde para todos”, lembra, Verônica Loureiro, coordenadora fundadora da CADES.

A desorganização e a desarticulação do movimento popular por uma saúde melhor serviram de mola mestra para os coordenadores da CADES arregaçarem as mangas e lutarem para colocar em prática a finalidade estatutária da entidade. Ou seja, era preciso articular as entidades para promover o fortalecimento dos seus trabalhos e a troca de experiências pela união de todos na defesa de políticas públicas adequadas de saúde.

O primeiro passo da Coordenação Geral da CADES foi conhecer cada uma das entidades filiadas. “Foi então que veio a constatação de que realmente havia a necessidade de unir todas as entidades da área da saúde. Muitas delas tinham suas documentações, como estatuto e atas vencidas.” Lembra Verônica Loureiro.

Nessa época, as poucas entidades que recebiam algum recurso de convenio governamental estavam inadimplentes ou eram vistas com desconfiança na prestação de seus serviços e de suas prestações de contas. As entidades também desconheciam os direitos e os deverem de seus associados garantidos na Constituição.

Os direitos da saúde na Constituição Federal

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação;

Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos dessa lei, sobre a regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica do direito privado.

Todas essas dificuldades angustiaram a coordenação geral da CADES até a Assembleia Geral que deliberou que as entidades não podiam mais ficar se lamentando, culpando A, B ou C por suas inércias. Era chegado momento de fortalecer os trabalhos de todas as filiadas na defesa das políticas públicas. E assim foi feito.

Desta forma, a entidade passou a se manter através da execução direta de projetos, programas e planos de ações; de doação de recursos físicos, humanos e financeiros e da prestação de serviços intermediários de apoio a outras organizações sem fins econômicos e a órgãos dos setores público e privado atuantes em áreas afins.